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Ária Ao Vivo - já nas lojas!

Os primeiros exemplares do novo CD e DVD do Djavan, "Ária Ao Vivo" já estão chegando nas principais lojas e sites de venda do país. Nessa terça, 12 setembro, Djavan está dando entrevistas para veículos de todo o país, aguardem as matérias! E para quem quer saber mais detalhes do projeto, leia aqui o release, feito pelo jornalista Antonio Carlos Miguel.

DJAVAN - “Ária Ao Vivo”

Fiel ao formato camerístico e jazzístico que marcou o disco de estúdio, “Ária ao vivo” (Luanda Records/Biscoito Fino) foi registrado no Grande Teatro do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, nos dias 8 e 9 de abril de 2011. Àquela altura, a turnê que vinha rodando o Brasil e diferentes cidades pelo mundo (EUA, República Dominicana, Paraguai, Argentina, Uruguai…) já estava mais do que azeitada. Ao lado do trio que também participou das gravações do CD - Torcuato Mariano (violão e guitarra), André Vasconcellos (baixos acústico e elétrico) e Marcos Suzano (percussão) -, Djavan (voz, violão e guitarra) passeou com um misto de rigor estético e natural descontração por um repertório que alterna as composições alheias que reuniu em “Ária”, seu primeiro disco apenas como intérprete em 35 anos de carreira, e alguns de seus muitos clássicos. O resultado? Uma delicada celebração de musicalidade.

Escolhido, segundo o cantor, por sua “acústica definida”, o Palácio das Artes atendeu perfeitamente à logística do projeto. Djavan pediu às diretoras Gabriela Gastal e Gabriela Figueiredo, da Samba Filmes, uma estética “limpa e real” como a do show “Ária”. “Tinha que ser tudo em função da música”, lembra ele, que abriu mão de efeitos espetaculares, movimentos de câmera bruscos, luzes feéricas, em suma, qualquer frenesi. Se usarmos de um paralelo com as artes marciais, estaria mais para o tai chi chuan do que o caratê. E um tai chi chuan com exemplar balanço.
 
Djavan entra no palco como um sóbrio crooner, vestindo bem talhados calça e paletó pied de poule, camisa branca e gravata preta com listas brancas. Com o microfone na mão, abre com “Seduzir”, dançando em frente ao trio igualmente elegante. Em seguida, empunhando uma guitarra Fender vermelha e branca, envereda por “Eu te devoro”, o sucesso que abriu seu disco de 1998, “Bicho solto”. Antes de chegar à primeira faixa tirada do CD “Ária”, (“Sabes mentir”, de Othon Russo), relembra uma bela parceria com Cacaso, “Lambada de serpente”, que lançou em 1980, no seu terceiro álbum, “Alumbramento”. 

A partir daí, o miolo do concerto se concentra nas canções de “Ária”, incluindo, entre outras, “Oração ao tempo” (Caetano Veloso), “Disfarça e chora” (Cartola e Dalmo Castello), “Brigas nunca mais” (Tom e Vinicius), “Fly me to the moon” (Bart Howard) e “La noche” (Carbonell e Escobar). Para a parte final, já sem o paletó e, depois, também sem a gravata, há uma arrebatadora sequência de seus clássicos, como “Fato consumado”, “Flor de lis”, “Linha do Equador” (esta, parceria com Caetano), “Samurai”, “Sina” e “Lilás”. 
 
Do disco de estúdio ao CD/DVD/Blu Ray lançado pela Luanda Records/Biscoito Fino muito aconteceu. A primeira tarefa de Djavan foi adaptar as canções de seu repertório ao formato instrumental “pequeno e rigoroso” que usou para gravar “Ária”.

Após os ensaios e a estreia, o roteiro ganhou pequenos ajustes durante a turnê, até chegar à sequência documentada em Belo Horizonte. “Tem coisas que a gente só descobre no processo. Então, com o show já na estrada, dei uma enxugada, mudei a ordem de algumas canções”, explica Djavan, que, satisfeito com o resultado, pôde registrar o trabalho no auge.  Depois de BH, ele ainda fez algumas apresentações, para encerrar a turnê. Aqueles que não viram (ou os que quiserem rever) têm novas chances, agora com esse “Ária ao vivo”.
Antônio Carlos Miguel
Setembro/2011
 

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