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Alumbramento

1980

About the Album

With “Alumbramento” Djavan discovers the art and craft of partnership for his compositions. Masters such as Aldir Blanc, Cacaso and Chico Buarque, three of Brazil’s most important lyricists, each one with his own style, all of them amazed by the rhythmic breaks in Djavan’s songs. 

In this album, the musician proves that he could relate to his peers and to Brazilian music traditions, that he could be a “carioca”, a samba man, a suburbanite like Aldir Blanc. And that he could be reflective, a country lad from the state of Minas Gerais, almost like Cacaso, his partner in “Lambada de Serpente”.

Along the line of unconventional sambas that had become his trademark at that point, Djavan recorded “Sururu de Capote”, a tune so important musically and so representative of his creativity that it became the name of the band that would accompany him on his live performances.

The samba-canção (a slower, softer kind of samba) “Sim ou Não” and the toada (a stanza-and-refrain song with a simple, often melancholy melody) “Dor e Prata”, both written by Djavan, are evidence of his inspiration and how the partnerships were a great choice.

“Alumbramento”, that baptizes the third album, is the result of a wonderful partnership with Chico Buarque. The lyrics Chico wrote seem to dive into Djavan’s universe. It’s funny how, put into perspective, the song “Alumbramento” (“Inspiration” or Enlightening”) tells the story of Djavan’s own enlightening: the discovery of the true love relationship represented by his partnerships and the discovery of a more open relationship with Brazilian music beyond his own poetic and musical universe.

In fact, the biggest hit from “Alumbramento” was a tune he wrote all by himself, “Meu Bem Querer”, that instantly found its place among all-time Brazilian standards.

 Hugo Sukman

Músicas

  • 1

    Tem boi na Linha

    /
    Ficha técnica | Letra
  • Ficha técnica

    2:59

    Autor/written by: Djavan / Aldir Blanc / Paulo Emilio
    Editora/publisher: Luanda Edições Musicais

    Djavan: violão/guitar e voz/vocal
    Luizinho Avelar: piano/piano
    Sizão: baixo/bass
    Paulo César: bateria/drums
    Chico Batera: bateria/drums
    Ari Piassarolo: guitarra/eletric guitar
    Djavan: arranjo de base/Rhythm section arrangement
    Luizinho Avelar: orquestração/orchestra e regência/conductor

    Letra

    (Djavan /Aldir Blac/ Paulo Emílio)
    
    Café com pão no Vera Cruz
    Jejum limão em Japeri
    A bolsa e a vida dançam nesse trem 
    Te cuida!
    Sacola, cabaço, futuro, tutu 
    Tem boi na linha, seu Honório Gurgel
    Lá vai barão pras filipetas 
    Comendador entrou no pau 
    Turiaçu sem gororoba
    Fez desse trem cabriolé
    Negão quebrou a gabiroba 
    
    Eh, eh Cordovil
    Cavalo de ferro, tchhhh...
    Cavalo de ferro, tchhhh...
    Cavalo de ferro, tchhhh...
    Udp-um, udp-dois, udp-três, udp-mil e udputisgrila udfêdapê
    Cascudo, pedrada, cuspida, pisada
    Vai pra Anchieta, seu Vigário Geral
    Engavetou, descarrilhou
    Descarrilhei, quebrei também
    Ai, Santa Cruz, não sou Jesus 
    Não sou Jesus em Santa Cruz
    Somos zumbis
    Todos os santos
    Meu vai-e-vem
    Parece o vaivém do trem
    Parece o vaivém do trem
    Parece o vaivém do trem

  • 2

    Sim ou Não

    /
    Ficha técnica | Letra
  • Ficha técnica

    3:15

    Autor/written by: Djavan
    Editora/publisher: Luanda Edições Musicais

    Djavan: ovation/ovation guitar e voz/vocal
    Eduardo S. Neto: piano/piano
    Luizinho Avelar: Piano elétrico/eletric piano
    Sizão: baixo/bass
    Paulo César: bateria/drums
    Ari Piassarolo: guitarra/eletric guitar
    Eduardo S. Neto: orquestra/orchestra e regência/conductor

    Letra

    (Djavan)
    
    Um dia preciso ir 
    Na casa da solidão
    Só pra saber 
    Se o que sofri
    Dá pra beber
    Outra paixão
    Em mim o amor se fez
    Do jeito que se inventou
    Toda razão
    Perde o seu fim
    Se um coração 
    For o juiz
    Vá redimir o medo de amar
    Saudade...
    Enquanto o amor ferir
    E o pranto a dor sarar
    Não digo não
    Nem dou sim
    Deixo o meu coração
    Chorar por mim...

  • 3

    Lambada de Serpente

    /
    Ficha técnica | Letra
  • Ficha técnica

    3:25

    Autor/written by: Djavan/ Cacaso
    Editora/publisher:Luanda Edições Musicais

    Djavan: violão/guitar e voz/vocal
    Luizinho Avelar: piano/piano
    Sizão: baixo/bass
    Paulo César: Bateria/drums
    Ari Piassarolo: Viola de 12/12-string guitar
    Gilson Pentazolla: violão/guitar
    Chico Batera: Percussão/percussion

    Letra

    (Djavan e Cacaso)
    
    Cuidar do pé de milho 
    Que demora na semente 
    Meu pai disse: meu filho 
    Noite fria, tempo quente 
    Lambada de serpente 
    A traição me enfeitiçou 
    Quem tem amor ausente 
    Já viveu a minha dor 
    Do chão da minha terra 
    Um lamento de corrente
    Um grão de pé de guerra 
    Prá colher dente por dente 
    Lambada de serpente 
    A traição me enfeitiçou 
    Quem tem amor ausente 
    Já viveu a minha dor

  • 4

    A Rosa

    /
    Ficha técnica | Letra
  • Ficha técnica

    4:22

    Autor/written by: Chico Buarque de Hollanda
    Editora/publisher: Edições Musicais Tapajós EMI

    Djavan e Chico Buarque: voz/vocal
    Djavan: violão/guitar
    Luizinho Avelar: piano/piano
    Luizão: baixo/bass
    Paulinho Braga: bateria/drums
    Chico Batera: Pandeiro Novelli/timbrel novelli e tamborim/tambourine
    Jorginho: Flauta/flute
    Eduardo S. Neto: Piano elétrico/eletric piano

    Letra

    (Chico Buarque de Holanda)
    
    Arrasa o meu projeto de vida
    Querida,estrela do meu caminho
    Espinho cravado em minha garganta,garganta
    A santa às vezes troca meu nome,e some
    E some nas altas da madrugada, coitada
    
    Trabalha de plantonista,artista
    É doida pela Portela, ói ela, ói ela
    Vestida de verde e rosa,a rosa
    A rosa garante que é sempre minha
    
    Quietinha saiu prá comprar cigarro
    Que sarro,trouxe umas coisas do norte
    Que sorte,que sorte,voltou toda sorridente
    
    Demente,inventa cada carícia
    Egípcia,me encontra e me vira a cara
    Odara,gravou meu nome na blusa
    Abusa
    
    Abusa, me acusa
    Revista os bolsos da calça
    A falsa limpou a minha carteira
    Maneira, pagou a nossa despesa
    Beleza, na hora do bom me deixa, se queixa
    A gueixa
    Que coisa mais amorosa
    A Rosa
    Ah, Rosa, e o meu projeto de vida?
    Bandida, cadê minha estrela guia
    Vadia, me esquece na noite escura
    Mas jura
    Me jura que um dia volta pra casa
    Arrasa o meu projeto de vida
    Querida, estrela do meu caminho
    Espinho cravado em minha garganta
    Garganta
    A santa às vezes me chama Alberto
    Alberto
    Decerto sonhou com alguma novela
    Penélope, espera por mim bordando
    Suando, ficou de cama com febre
    Que febre
    A lebre 
    Como é que ela é tão fogosa, a rosa
    A rosa jurou seu amor eterno
    Meu terno ficou na tinturaria
    Um dia me trouxe uma roupa justa
    Me gusta,me gusta,cismou de dançar um tango
    Meu rango sumiu lá da geladeira
    Caseira,seu molho é uma maravilha
    Que filha,visita a família em Sampa
    Às pampas,às pampas,voltou toda descascada
    A fada acaba com minha lira
    A gira esgota minha laringe
    Esfinge,devora minha pessoa
    A toa,a boa,que coisa mais amorosa
    A rosa...
    
    Ah Rosa, e o meu projeto de vida?
    bandida, cadê minha estrela guia?
    Vadia, me esquece na noite escura
    Mas jura
    Me jura que um dia volta pra casa
    
    Arrasa o meu projeto de vida
    Querida, estrela do meu caminho
    Espinho cravado em minha garganta
    Garganta
    A santa às vezes troca meu nome
    E some, e some, nas altas da madrugada

  • 5

    Dor e Prata

    /
    Ficha técnica | Letra
  • Ficha técnica

    3:30

    Autor/written by: Djavan
    Editora/publisher: Luanda Edições Musicais

    Djavan: violão/guitar e voz/vocal
    Oscar C. Neves: piano/piano
    Sizão: baixo/bass
    Paulo César: percussão/percussion
    Chico Batera: percussão/percussion
    Oscar C. Neves: orquestra/orchestra e regência/conductor

    Letra

    (Djavan)
    
    Pão é ouro 
    Prata é lei
    Dor é nylon bis
    Amor é vidro
    Eu e Deus
    Crescer é como trair
    De repente amanhecer
    Já na hora de partir pra vida
    Viver é mais que crescer
    É querer achar o fim
    Do saber, da lei, da vida
    Do nada
    De tudo, de si
    Pão é ouro
    Prata é lei 
    Dor é nylon bis 
    Amor é vidro
    Eu e Deus
    Crescer é como trair
    De repente amanhecer
    Já na hora de partir pra vida
    Viver é mais que crescer
    É querer achar o fim
    Do saber, da lei, da vida
    Do nada
    De tudo, de si

  • 6

    Meu Bem Querer

    /
    Ficha técnica | Letra
  • Ficha técnica

    3:22

    Autor/written by: Djavan
    Editora/publisher: Luanda Edições Musicais

    Djavan: ovation/ovation guitar e voz/vocal
    Wagner Tiso: piano/piano e órgão/organ
    Sizão: baixo/bass
    Paulo César: bateria/drums
    Ari Piassarolo: guitarra/eletric guitar
    Chico Batera: Percussão/percussion
    Wagner Tiso: orquestra/orchestra e regência/conductor

    Letra

    (Djavan)
    
    Meu bem-querer
    É segredo, é sagrado
    Está sacramentado 
    Em meu coração
    Meu bem-querer
    Tem um "quê" de pecado
    Acariciado pela emoção
    Meu bem-querer, meu encanto
    Tô sofrendo tanto
    
    Amor
    E o que é o sofrer
    Para mim que estou
    Jurado pra morrer de amor?

  • 7

    Aquele Um

    /
    Ficha técnica | Letra
  • Ficha técnica

    Djavan: violão e voz Sizão: baixo Paulo César: bateria Luizinho Avelar: clarinete Jotinha: sintetizador Arranjo: Djavan

    Letra

    (Djavan e Aldir Blanc)
    
    Baixou
    Num centro de mesa de um bar
    Um santo estranho
    Cheirou, fumou, não cuspiu,
    Sei lá.....
    E tocou piano
    Falou que "era aquele um"
    Das quebradas
    O santo de cama
    Das mal amadas
    Alguém do centro perguntou o seu ponto
    Aí o santo lhe respondeu:
    Meu ponto é qualquer um
    Com bicheiro e taxi
    
    Zarakiê, Zaraquiê, Zoroquiê
    Zaraquiê, Zoroquiê
    Zô

  • 8

    Alumbramento

    /
    Ficha técnica | Letra
  • Ficha técnica

    2:30

    Autor/written by: Djavan/Chico Buarque
    Editora/publisher: Luanda Edições Musicais

    Djavan: Ovation base/ ovation rhythm e Sólon vozes/vocal solo
    Luizinho Avelar: piano/piano
    Sizão: baixo/bass
    Paulo César: bateria/drums
    Luizinho Avelar: orquestração/orchestra e regência/conductor

    Letra

    (Djavan e Chico Buarque)
    
    Deve ser bem morna,
    Deve ser maternal,
    Sentar num colchão e sorrir e zangar,
    Tapear tua a mão,
    Isso sim isso não, 
    Deve ser bem louca
    Deve ser animal,
    Hálito de gim,
    Vai fingir,
    Vai gemer,
    E dizer ""aí de mim"!"
    E de repente
    Deve ter um engenho
    Um poder,
    Que é pro menino fraquejar
    Alucinar
    Derreter
    Deve estar com pressa 
    E partir e deixar
    Cica de cajú no olhar do gurí
    Por aí deve ser

  • 9

    Triste Baía da Guanabara

    /
    Ficha técnica | Letra
  • Ficha técnica

    2:57

    Autor/written by: Novelli e Cacaso

    Djavan: voz/vocal
    Eduardo S. Neto: piano/piano
    Luizinho Avelar: piano elétrico/eletric piano
    Novelli: baixo/bass
    Paulinho Braga: Bateria/drums
    Ari Piassarolo: violão 12/12-string guitar
    Chico Batera: Percussão/percussion
    Novelli: percussão
    Eduardo S. Neto: orquestração/orchestra e Regência/conductor

    Letra

    (Novelli e Cacaso)
    
    Ah! Minha Santa idolatrada
    Não fazia quase nada
    Pela minha fidelidade
    Ah! Só por você
    Eu entreguei sem recusar meu coração
    Me sentia nos seus braços
    Numa grade de cela
    Belo Horizonte, sombra de vela
    A descrença mais sincera
    Pela minha sinceridade
    Ah! Você jurou
    E prometeu, mas não me deu o seu amor
    Eu faria da injúria 
    A canção mais singela
    Água rolada
    Céu de aquarela
    Te perjuro, te desprezo
    Pela minha felicidade
    Ah! Você entrou na minha vida
    Mas comigo não viveu
    Eu sabia, fruta boa
    Tá na ponta da vara
    Triste baía da Guanabara
    Lua branca, noite clara
    Pela minha triste cidade
    Ah! Sem ter você
    Meu coração só quer lembrar a minha dor
    Eu queria que soubesse
    Que te amar não consola

  • 10

    Sururu de Capote

    /
    Ficha técnica | Letra
  • Ficha técnica

    2:53

    Autor/written by: Djavan
    Editora/publisher: Luanda Edições Musicais

    Djavan: violão/guitar e vozes/vocals
    Luizinho Avelar: Piano elétrico/eletric piano e Clarinete/clarinet
    Sizão: baixo/bass
    Paulo César: bateria/drums
    Chico Batera: percussão/percussion
    Eduardo S. Neto: Piano elétrico/eletric piano
    Jorginho: flauta Unisono/flute unison
    Arranged by: Djavan
    Jorginho, Ricardo Pontes, Copinbo, Jaime Araújo: flautas/flute
    Svab, Toninho: trompas/trump
    Serginho: trombone de pisto/bass trombone
    Victor Assis Brasil, Mauro Senise, Léo: saxofone/saxophone
    Bidinho e Paulinho: trompetes/trumpets
    Cordas violinos/violin strings: Parescbi, Spalla Vidal, José Alves, Arnold, Eduardo Hack, Walter Hack, José Lana, Andréa, Pissenko, Faini Piersanti, Miranda Iura
    Violas/viols: Arlindo Penteado, Stemphany, Murilo Loures e Nathércia

    Letra

    (Djavan)
    
    Ê sarará éé sucuri
    Ê  sarará de Prajati
    Eis o siri-de-coral
    Sururu na casca é capote 
    No nordeste tem Santo Antônio, São Benedito 
    Tem matrimônio de corpo invicto
    Quatro pimentas um prato feito 
    Um tapa na venta pra quem não comer direito
    Ê rapariga não se tortura
    Dor de barriga, cidreira cura
    É na casinha que se faz
    Aquela mocinha tá ficando um rapaz
    Em São Paulo é bom, mas como lá eu não digo
    Vou pegar o ônibus vou rever meu " umbigo"
    Em são paulo é bom, mas como lá eu não digo
    Vou pegar ônibus vou rever meus " umbigo"